segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CONCURSO para transformação de bases militares desativadas em espaços de uso civil.

   
  O site ArchitectureforHumanity.org está lançando uma competição para profissionais e estudantes de arquitetura sobre a transformação de bases militares desativadas em áreas públicas para uso civil!  A vantagem para quem mora em países em desenvolvimento, como o Brasil, é que a taxa de inscrição nestes casos é gratuita. Para conhecer mais do projeto e saber como fazer para se inscrever, o link é: http://openarchitecturenetwork.org/competitions/challenge/2011 .

     O calendário básico para quem quiser participar é este aqui:

     18.10.2011 Lançamento do Desafio!

     31.03.2012 Fim das Inscrições

     01.05.2012 Prazo final de envio dos trabalhos

     01.06.2012 Anúncio dos Semi-Finalistas!

     29.06.2012 Anúncio dos Vencedores e Finalistas da Competição!


     Para quem se interessou, também é possível repensar a ocupação de bases ainda em funcionamento, como Guantánamo, que teve seu fechamento declarado por Obama mas que até hoje encontra-se em ampla atividade. Uma oportunidade interessante de manifestarmos em competições de arquitetura a força política de nossas ações como arquitetos, não é mesmo? 

     Oportunidade também de trazermos para o Brasil iniciativas parecidas, pois há um campo fértil para isso! No Rio de Janeiro, como uma nova maneira de repensar a política de segurança e a relação entre a população e os policiais, existe um projeto do Governo do Estado do Rio para a transformação dos seus batalhões militares em áreas de lazer e esportes abertas ao público geral. Infelizmente, como divulgado no blog da vereadora Sonia Rabelo (http://soniarabello.blogspot.com/2011/11/adeus-batalhoes-militares.html), do PV, muito embora a iniciativa seja excelente, sua execução parece abrir mão da qualidade arquitetônica destes espaços e da preservação do patrimônio destas contruções históricas da cidade. O caso do projeto-piloto a ser implantado no 6º Batalhão da Polícia Militar, na Tijuca, é emblemático pois, além de não ter sido amplamente discutido com a sociedade, aposta na demolição geral de sua estrutura e na contrução de outra de qualidade duvidosa.



     A exemplo do concuso promovido pela ArchitectureforHumanity.com, em que a arquitetura foi convocada para o desafio de transformar bases militares em espaços civis, não é possível pensar a transformação dos batalhões cariocas sem a participação ampla de arquitetos, órgãos do patrimônio, comunidade do entorno e outros agentes culturais e esportivos envolvidos. Não seria o caso de um concurso público, por exemplo, já que se trata de um projeto atrelado a eventos de grande visibilidade como a Copa e as Olimpíadas?    

domingo, 27 de novembro de 2011

DEBATE Mobilidade Urbana, Rio de Janeiro 30/11/11


* "O VoluntáRIOs, grupo formado a partir das 2 últimas campanhas de Fernando Gabeira, promoverá um ciclo de debates sobre problemas da cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de apresentar propostas aos Planos de Governo dos candidatos à Prefeito do Rio de Janeiro pelos partidos da oposição."

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Concurso Estudantil Ibero-Americano de Arquitetura Bioclimática

VII BIENAL JOSÉ MIGUEL AROZTEGUI: Concurso Estudantil Ibero-Americano de Arquitetura Bioclimática 2011

VILA CONTEMPORÂNEA António Alcântara Machado
Brás, São Paulo

Equipe
Conrado Vivacqua
Flávia Santana
Marina La Torraca
Zilah Marcelino





Nosso projeto ficou entre os 30 primeiros colocados no concurso. Para conhecer o projeto vencedor acesse:  http://www.revistaau.com.br/emrede/estudante/doisb/vertical-alpendre-15840.asp

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Carta-Sugestão sobre possível adesão das instituições brasileiras de arquitetura ao Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável.

Carta-Sugestão sobre possível adesão das instituições brasileiras de arquitetura ao Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. (enviada no dia 26/10/2011)

Aos senhores representantes das instituições de arquitetura do Brasil, caros:

Gilson José Paranhos, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil IAB
Jeferson Salazar, presidente da Federação Nacional dos Arquitetos Urbanistas FNA
Jonathas Magalhães, presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas ABAP
José Antonio Lanchoti, presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo ABEA
Ronaldo Rezende, presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura AsBEA

     Antes de mais nada, gostaria de agradecê-los por receberem minha mensagem e por manterem tão importantes e democráticos canais de comunicação com este aqui, pelo qual, como sabemos, nos é proposto o debate e a construção conjunta de caminhos para a nossa arquitetura brasileira. Muito obrigado!
    
     Sou estudante de arquitetura e com enorme preocupação tenho acompanhado os desdobramentos não menos perigosos da alteração do Código Florestal Brasileiro pelo Congresso Nacional. Nestes últimos meses, pudemos observar o enorme debate em torno de tais alterações e uma vigorosa polarização entre alas ruralista e ambientalista (com uma expressiva desvantagem para estes últimos) que culminou na aprovação de um Novo Código Florestal pela Câmara dos Deputados. Agora, o Novo Código está tramitando no Senado brasileiro e poderá ser modificado pelos nossos senadores a fim de garantir que o desvantajoso texto aprovado pela Câmara estabeleça uma melhor relação entre a manutenção e defesa de nossas florestas, o desenvolvimento sustentável de nosso país e a produção agropecuária brasileira.
    
     Nesse sentido, diversas instituições de enorme representatividade e das mais variadas atividades, como OAB, ABI, CNBB, entre tantas outras, estão se reunindo para cobrar de nossos senadores alterações que garantam um Novo Código Florestal mais justo como almejamos. Assim, foi criado o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, “coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil brasileira contrárias ao PLC 30/2011 aprovado pela Câmara dos Deputados”*. Junto com elas outras instituições estão abraçando este movimento e participando desta causa através do apoio ao seu principal manifesto disponível no site do Comitê: http://www.florestafazadiferenca.org.br/manifesto/

     Não encontrei, entre as diversas instituições que fazem parte desta coalizão, nenhuma de nossas principais organizações representantes da arquitetura brasileira. Será que alguma está envolvida com o Comitê? Como estamos em tempo de fortalecer este movimento e ampliar a gama de personagens envolvidos para pressionar o Senado a fazer alterações condizentes com o que queremos para um Novo Código Florestal, gostaria de convidá-los, representantes de nossas instituições, a conhecer o trabalho e pensar sobre uma possível participação ou apoio ao Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. Como estudante de arquitetura sem nenhum vínculo direto com o Comitê ou sua organização, admirador de tais iniciativas coletivas da sociedade civil em prol de um uma país mais harmônico e justo, gostaria de ver na participação de nossas instituições de arquitetura à este movimento a representação de todos aqueles arquitetos, paisagistas e urbanistas que tanto nos inspiram e admiramos e que por tantos anos trabalharam pela proteção das nossas florestas e pela equalização de uma sociedade mais sustentável e igualitária.
    
 Gostaria de agradecer mais uma vez pela atenção e também pela leitura da minha mensagem. Obrigado por receberem esta minha sugestão e espero, sinceramente, que possam analisar com carinho a proposta de adesão e fortalecimento ao grupo de instituições que apóiam o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável (http://www.florestafazadiferenca.org.br/home/).

 
Um abraço cordial,
Conrado Vivacqua
Estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.
FLORESTA FAZ A DIFERENÇA!

p.s. Por acreditar na construção de uma discussão coletiva deste assunto, publicarei esta carta-sugestão em meu blog: http://transbordarquitetura.blogspot.com/

 
*este fragmento foi retirado do site: http://www.florestafazadiferenca.org.br/quem-somos/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Seminários sobre a Implantação das Praças de Esporte e Cultura do MinC

     Até o final deste ano, o MinC estará realizando uma série de seminários em várias capitais do país para discutir a mobilização social das comunidades que receberão o programa de Praças de Esporte e Cultura - PECs.

     Os eventos das regiões Sul e Sudeste já aconteceram, mas ainda ocorrerão nos dias 17 e 18 de Outubro em Salvador ; 20 e 21 de Outubro em Recife; 24 e 25 de Outubro em Fortaleza; 27 e 28 de Outubro em Belém; e em 8 e 9 de novembro em Brasília. Gestores públicos e representantes dos municípios interessados, se inscrevam!

     O endereço eletrônico para as inscrições é gestaopracas@cultura.gov.br
    

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ZANINE CALDAS - Arquitetura de Morar

     Daqui a aproximadamente três meses, no próximo dia 20 de Dezembro, se completarão 10 anos da morte do grande arquiteto José Zanine Caldas (1919-2001). Para começarmos a pensar nessa data em que perdemos o extraordinário mestre da madeira, humanista e principal personagem da arquitetura brasileira no que diz respeito ao pensamento sustentável e à defesa ambiental, nada mais significativo do que compartilharmos aqui no blog, no primeiro dia da primavera, o curta-metragem Arquitetura de Morar (1975) sobre sua obra. É um das raras oportunidades de nos encontrarmos com a delicadeza do seu trabalho em um registro cinematográfico tão precioso como o de Antônio Carlos Fontoura. Vale à pena conferir!



Para conhecer outras obras de Antônio Carlos Fontoura sobre personalidades como Gal Costa e Heitor dos Prazeres, recomendo: http://vimeo.com/cantoclaro

terça-feira, 20 de setembro de 2011

NELSON LEIRNER – Intervenção na FAU e Retrospectiva no SESI

Imagem da intervenção de Nelson Leirner na FAU, 1970.
    
     Em obscuros anos de 1970, Nelson Leirner ocupou o mais monumental e democrático espaço da FAUUSP, o Salão Caramelo, com uma incisiva instalação de imensos plásticos pretos e estruturas tubulares metálicas. Numa comunicação direta com a arquitetura e com aquela instituição que no momento parecia ser a melhor interlocutora do seu trabalho e pensamento político, Leirner propôs um “impedimento simbólico” que podia ser visto por todo o edifício e que se pretendia participativo e propositivo. Significativamente, no dia seguinte à montagem da instalação, todo o trabalho foi encontrado destruído, segundo o site do artista, por ação de alunos, professores e funcionários da FAU.

     Esta obra, entre tantas outras geniais e provocativas ações, pode ser conhecida na retrospectiva Nelson Leirner 2011 – 1961 = 50 anos, em exposição na generosa galeria de arte do SESI, na Avenida Paulista, em São Paulo. Se todo o trabalho de Leirner vale uma profunda reflexão sobre a cômica ambivalência das coisas no mundo, principalmente nossas ações e valores, no que diz respeito especialmente à arquitetura sua intervenção na FAU traz grande contribuição. Leirner e sua ocupação de sacos pretos reativaram o caráter de praça pública do Salão Caramelo, palco de discussões e debate de idéias, fato que não é menos significativo em um Estado de exceção como o daqueles tempos. Se o trabalho de Leirner foi capaz de evocar o valor do discurso da arquitetura presente no edifício da FAU, inserindo-se nela para fazê-la reencontrar-se com sua intenção de projeto, e até gerando reações furiosas, não se pode negar a notória importância da comunicação entre arquitetura e as outras artes, como acontece neste caso.


Imagem do trabalho destruído.

     No catálogo sobre este trabalho de Leirner na FAU, de mais de quarenta anos trás e presente nesta exposição, Paulo Mendes da Rocha salienta a importância de se reconhecer a potência que existe na profícua troca entre os diversos campos das artes e a arquitetura. Fica aqui a vontade de ver a FAU como um espaço não apenas lembrado por sua arquitetura genial, mas também como palco para intervenções e ações como esta que estamos rememorando aqui no blog. Fecundar é uma palavra muito usada por Agnaldo Farias, professor da FAU e curador da exposição Nelson Leirner 2011 – 1961 = 50 anos, para se referir ao trabalho de Leirner, mas poderia também ser aquela palavra que mais se aproxima da vocação da arquitetura: um receptáculo para as ações e humores da vida.

     Quem sabe não possamos fazer da FAU um espaço de discussão oficial para os diálogos entre arte e arquitetura, propondo uma curadoria e a inserção dela no circuito de cultura da cidade e do campus? Seria lindo ver como artistas contemporâneos conversam com o edifício de Vilanova Artigas, como Lucia Koch, Ernesto Neto e tantos outros que já fazem um trabalho relacional com a arquitetura. Quem sabe esta não seja, como vimos com a obra de Leirner, uma vocação do edifício da FAU? Quem sabe?